
mentoria na transição para a autonomia

a nossa história
O projeto meta nasceu no Laboratório de Inovação Social do Porto, através do 1º concurso de ideias do Centro de Inovação Social do Porto. Um grupo de amigos, certo de que havia muito para fazer pelos jovens e pela educação em Portugal, juntou-se em maio de 2023 para pensar num projeto.
Em julho de 2023, candidatamo-lo e fomos passando de fase em fase, robustecendo a ideia e concretizando-a num programa sólido. Em dezembro de 2023 recebemos a notícia de que o projeto meta era um dos cinco finalistas a ser financiado pelo município do Porto. Em janeiro arrancamos os trabalhos.
A problemática sobre a qual o projeto atua é a vulnerabilidade social dos jovens que saem do acolhimento residencial para a autonomia de vida. A ausência de figuras de referência positiva na infância e juventude é uma realidade. Uma realidade que ganha outros contornos quando falamos de jovens em situação de acolhimento. Para se perceber… Segundo o Relatório CASA da Segurança Social, em 2024, a negligência, nas suas mais variadas formas, foi a maior causa que motivou situações de acolhimento. Nesse ano, foram cerca de 2.150 as crianças e os jovens que entraram em acolhimento. Saíram 2.213. Muitos deles sem suporte algum fora do contexto institucional…
Com o tempo, fomo-nos apercebendo de que os desafios na transição para a vida adulta são transversais a mais jovens, a todos os jovens. E por isso, temos dirigido o nosso projeto a novos públicos e alargado a nossa resposta a todos os jovens em contexto de vulnerabilidade social.
As externalidades negativas desta problemática, de uma forma geral, vão muito além da falta de acompanhamento no processo de transição para a vida adulta. Refletem-se no futuro destes jovens (nas suas ambições e expetativas, bem como na sua integração plena na sociedade) e, ao mesmo tempo, no futuro da sua comunidade/cidade.
o problema
a solução

A evidência científica demonstra que a existência de uma figura de referência na vida de um adolescente promove o seu desenvolvimento pessoal e social e que um forte sentimento de pertença permite a construção da identidade própria e grupal (Peixoto, Martins, Pereira et al, 2001).
Perante isso, o projeto meta procura, através de um programa de mentoria entre jovens em situação de vulnerabilidade social (mentees) e agentes comprometidos da sua comunidade (mentores), mitigar os desafios destes jovens na transição para a autonomia, com a construção de redes de suporte de longo prazo, envolvimento comunitário, partilha de experiências significativas fora do contexto institucional e capacitação em temas tão relevantes como literacia financeira, objetivação do futuro, bem estar e questões práticas do quotidiano.
Através do poder da mentoria 1 para 1 (personalizada e individualizada) e dos encontros comunitários, procuramos:
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Estabelecer relações significativas, horizontais e duradouras, fora do contexto de acolhimento;
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Criar sentimento de pertença a um grupo/comunidade;
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Apoiar o processo de transição para a vida adulta dos jovens mentees;
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Apoiar na definição e concretização de objetivos pessoais e profissionais dos jovens mentees, tais como voltar a estudar, ingressar no Ensino Superior, integrar o mercado de trabalho, aprender uma língua, fazer um plano financeiro para arrendar um quarto, etc.;
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Melhorar competências relacionais, emocionais e funcionais dos jovens mentees;
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Aumentar a participação cívica e o envolvimento dos mentores com a comunidade local.

a nossa missão
Potenciamos relações positivas, horizontais e significativas, fora do contexto institucional, capazes de criar sentimentos de pertença à comunidade e de suportar o processo de autonomização.
a nossa visão
No futuro, todos os jovens estarão verdadeiramente integrados na sociedade e terão relações potenciadoras de percursos de sucesso, independentemente do seu passado.
a nossa metodologia
Recrutamos, de forma muito rigorosa, agentes da comunidade comprometidos (mentores) para serem figuras de referência e estabelecerem uma relação com um jovem em contexto de vulnerabilidade (mentee).
Depois, com base numa análise minuciosa dos interesses e das necessidades dos jovens bem como nas expectativas e nas forças dos voluntários propomos o match ao jovem, para que ele tenha a última palavra da decisão.
Ao longo de 6 meses, mentor e mentee encontram-se (encontros 1:1), com o objetivo de criarem relação e de trabalharem as necessidades encontradas. É esperado que no final desses meses, existam relações sólidas que durem no tempo.
Para que isso aconteça, damos especial relevância ao acompanhamento e à formação inicial e contínua dos mentores, bem como a encontros comunitários mensais. Queremos que mais do que relações individuais, os jovens tenham ao seu dispor uma comunidade (equipa, mentores e mentees) com quem possam contar.





